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Julia Cabral

Brat e Volta com Julia Cabral

Publicado em 10 de maio de 2011, por Déa. 4 comentários.

No cenário das customizadoras brasileiras uma vem chamando cada vez mais atenção, seja pela forma impecável com a qual executa seus trabalhos, seja pela facilidade com que transita pelos diversos tipos e moldes de boneca. Estamos falando da talentosa Julia Cabral.

Julia é mineira de Belo Horizonte, tem 29 anos e vive em São Paulo há três, com o marido e três gatos. Formada em Design Gráfico, sempre trabalhou como designer e ilustradora, mas nos últimos tempos tem se dedicado quase que exclusivamente à customização de bonecas.

Ilustração de Julia Cabral

Fã de cinema, animação, quadrinhos, fotografia, artes gráficas, livros infantis, cultura japonesa, animais e “todas as coisas fofas do mundo”, Julia conta que conheceu as blythes através do flickr enquanto navegava em busca de referências de artesanato: “aí comecei a pesquisar sobre elas e encontrei o perfil da Sabrina Eras. Foi então que decidi ter uma blythe e que ela seria customizada pela Sabrina”.

Dentre todos os tipos de bonecas que possui (pullips, blythes e BJDs), afirma não conseguir definir uma preferência: “Cada uma tem seu charme, acho que tem épocas que gosto mais de fotografar umas ou outras, mas eu gosto de todas elas”, diz. Apesar de não ter exatamente uma preferida, conta que possui alguns “xodozinhos” na sua coleção, como Cecília que foi a sua primeira blythe, ou a pullip papin que gosta tanto a ponto de ter gêmeas: “Mas acho que a cada doll nova que chega eu tenho um surto de paixão”. Também não tem nenhuma que possa ser considerada sua mini-me: “eu nunca pensei muito nisso, mas a minha primeira BJD, a lati green, eu imagino a ‘personalidade’ dela um pouco como se fosse eu criança… já me disseram que ela parece minha filha.^^”.

Agora, quando o assunto é customização Julia é categórica: “prefiro as blythes”. Sendo considerada uma das melhores artistas de custom do Brasil, e sofrendo inclusive comparações com Lilitix e outros customizadores com mais tempo de estrada, ela é modesta: “eu não sei muito bem o que dizer, isso é um elogio enorme que eu nem sei se mereço”. Conta que faz o que gosta e tenta dar o melhor de si para agradar aos donos das dolls nas quais trabalha, e que se sente feliz em perceber o quanto melhorou desde que começou a fazê-las: “eu nunca imaginei ter uma fila de gente querendo ter dolls feitas por mim, é realmente muito bom saber que várias pessoas gostam do meu trabalho”. Apesar de toda essa evolução, ela acredita ainda ter muito chão para percorrer: “tomara que eu continue sempre melhorando; e quem sabe um dia eu chegue perto de certas customizadoras… porque eu admiro muito o trabalho de outras pessoas, como a própria Lilitix (que pra mim é uma das melhores do mundo)”.

Além de Lilitix, ela também cita entre suas inspirações Sabrina Eras, Lívia ‘Chibi Lillie’, Olga ‘VainillaDolly’, Sara Torres ‘Gominola’, Tiina ‘Just Tiina’, Tinkerina, Gina Baby: “são tantas e tão talentosas”.

Para Julia o melhor molde de blythe já lançado é o RBL, mas diz gostar também das EBLs e que está curtindo customizar FBLs. Segundo ela o que falta às blythes é uma boca: “Por isso é o que mais gosto de fazer, esculpir os lábios delas”. Acha também que o corpo poderia ser mais posável, por esta razão muitas de suas bonecas possuem corpos licca ou pure neemo.

Perguntada acerca da popularização das bonecas, ela concorda que hoje existem muito mais colecionadores e também uma maior variedade de modelos do que há alguns anos: “Para mim elas não perderam o charme”. Acredita que cada um possui um jeito próprio de se relacionar com as dolls e respeita isso, enquanto alguns apenas seguem a moda, outros realmente gostam, alguns fotografam e outros ainda só as têm em casa sem mostrar. Acha que como o hobby que é, colecionar bonecas deve ser divertido e fazer bem: “Eu não ligo muito para o que as pessoas de fora pensam desde que eu esteja feliz com as minhas bonecas”. Ainda assim ressente-se ao ver pessoas comprando bonecas apenas por comprar, sem saber sequer como cuidar: “Acho que deve haver um mínimo de pesquisa sobre elas antes de tê-las… afinal, elas não são somente brinquedos”.

E o marido de Julia, o que acha disso tudo? “Meu marido é super compreensivo; ele sabe que eu realmente gosto do hobby, que é parte de mim; ele me apóia e respeita o que faço”, diz. Conta ainda que ele costuma opinar nas customs, ajuda a tomar decisões acerca dos nomes, escuta seus lamentos bonequeiros e ainda a presenteia com bonecas e acessórios nas datas festivas: “Eu não tenho do que reclamar sobre isso”, finaliza.

Você pode conhecer um pouco mais sobre a Julia através do flickr:

http://www.flickr.com/photos/juliacabral/ (ilustrações)

http://www.flickr.com/photos/juliacabraldolls/ (bonecas)

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Petite Li-Wen

Colecionadora de Petite Blythe

Publicado em 17 de abril de 2011, por Samara. 2 comentários.

Petite Blythe sempre fica meio esquecidinha entre as bonequeiras, mas há quem tenha grande paixão por elas e faz fotos de tirar o fôlego. Confira a entrevista com a colecionadora Li-Wen aqui.

 

 

 

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Tati Castro

Brat e Volta com Tati Castro

Publicado em 10 de abril de 2011, por Déa. 10 comentários.

Recentemente uma nova grife de roupas para blythes surgiu, trazendo coleções completas, modelos exclusivos e muito bom gosto. Mas quem está por trás dos lindos vestidos e toucas? O nome dela é Tatiana Castro, mais conhecida no flickr apenas como Tati.

Tati, que se define como uma nerd, nasceu em Londres no início dos anos 80 e viveu lá por boa parte da sua infância e adolescência. É formada em Biologia pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e possui um mestrado em Microbiologia e Imunologia pela mesma instituição. Atualmente faz doutorado em Pesquisa do Câncer e se prepara para um novo mestrado, desta vez em Composição Musical pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), já que também é pianista.

Como boa nerd que é, tem por hobbie a leitura, com predileção especial por livros de ficções de fantasia épica, como as obras de Tolkien, e também livros sobre a história antiga do mundo europeu. Também tem como hobbie escrever, desenhar, trabalhar com arte digital, fotografia e costura. “Sim, eu sei, é muita coisa! Acredite em mim: de vez em quando eu surto!”, afirma ela rindo.

Ela diz não se lembrar exatamente como foi a primeira vez que soube da existência das blythes, mas acredita que tenha sido através de alguma revista de moda. O que não esquece é o momento em que viu uma pessoalmente pela primeira vez, numa chocolateria no Shoppin Leblon, no Rio de Janeiro: “Me deparei com uma blythe linda, sentada no balcão, em meio aos bombons e trufas. Fiquei doida. Peguei na mão e, enquanto a dona me contava sobre a vida de colecionador, eu tinha apenas uma certeza: Precisava de uma! Ai, mal sabia eu que aquele tinha sido o chocolate mais caro da minha vida!”, conta.

Sobre sua relação com as bonecas, Tati diz que quando criança nunca gostou muito de bonecas estilo bebê, ou as “grandes e vistosas” cobiçadas pela maioria das meninas. Conta que até chegou a ser presenteada pelos seus familiares com algumas dessas, mas que preferia tirar suas roupas para usá-las em bichinhos de pelúcia. “Sinais da loucura já na infância!”, brinca. Confessa que sucumbiu à febre das barbies, e que durante seus 6-7 anos possuía uma boa coleção delas, mas afirma que enquanto as bonecas de suas amigas se casavam com o Bob, as suas interagiam e viviam aventuras e peraltices com os bichos de pelúcia. Conta que as únicas bonecas das quais realmente gostou quando pequena foram as moranguinhos: “eu não tinha muitas, mas amava as que eu tinha”, mas quando voltou para Londres o depósito no Brasil onde seus brinquedos ficaram foi assaltado, e levaram quase todas as suas bonecas. “Trauma eterno”, diz. Sobrou apenas a sua preferida, a “Morango”, e outras duas que felizmente não estavam no depósito.

Atualmente coleciona apenas blythes e moranguinhos, embora afirme possuir muitas bonecas: “Qualquer dia desses, elas me expulsam do meu quarto. Vão alegar usucapião, algo assim!

Perguntada sobre seu molde preferido, diz acreditar que cada um deles possui o seu charme, mas que destacaria o RBL: “Não aguento com aqueles olhões e narizinho de porco! #paixãototal!”. Não à toa, este é o molde da sua boneca xodó, a Cecília, uma Prima Dolly Aubrey encore, que foi a sua primeira.

Indagada a respeito de blythes e fotografia, e de como elas andam juntas, Tati afirma que não precisa bater fotos das suas bonecas para se sentir bem com sua coleção, ou para que as mesmas possuam ‘vida’: “Eu conheço elas e elas me conhecem. Elas me olham da estante e eu olho pra elas. É uma coisa quase de amizade entre carne e plástico! Então, mesmo em períodos que estou sem saco pra fazer fotos, estou ok com elas”.

Tati é uma das poucas brasileiras que possuem uma kenner, e diz que só teve vontade mesmo de tê-la depois de já contar com mais de 10 blythes, número obtido em cerca de um ano como colecionadora. Conta que foi feliz sem ela durante esse tempo, mas que quando foi arrebatada pelas kenners não teve mais jeito: comprou a sua e foi paixão imediata. “Fiquei pobre, mas feliz!”, diz rindo. E complementa: “Sinto que ter uma Kenner é como ter nas mãos um pedaço da história dessas bonecas. É um momento sublime, uma medalha para um colecionador. Um pequeno tesouro cabeçudo que ficou adormecido por tantas décadas, para, agora, mostrar seu brilho”.


Brilho que também está presente na sua nova loja de roupas, a ‘Pretty in Avalon’. Tati fala que seu desejo de criar roupas para blythes vem de suas leituras e seus estudos: “Minha cabeça é frequentemente inundada com imagens de cores, texturas e pedrarias, enquanto leio e pesquiso”, diz. Complementa dizendo que a loja é mais do que ‘roupinhas de boneca’, e sim um lugar onde expõe suas criações artísticas: “As peças não são simplesmente para vestir dolls peladas. Elas carregam, em si, personagens de mitologia grega, figuras históricas, paisagens mediterrâneas, medievais, sonoridades célticas, temperos renascentistas…”. Ela afirma colocar regularmente no blog da loja detalhes a respeito destas referências, para que as pessoas entendam um pouco mais acerca da proposta da loja.

Falando em criações, mas desta vez acerca de bonecas, ela confessa ser medrosa quando o assunto é customização. Diz que costuma se apegar muito rápido às bonecas stock, e então sente verdadeiro pavor de mudar qualquer coisa nelas. Ainda assim arrisca algumas interferências, e possui algumas bonecas customizadas por ela mesma. Também já comprou uma boneca customizada pela FrankieDarling e afirma admirar o trabalho de Sabrina Eras. Destaca entre os bons customizadores Budlovessissy, Johnathan Roberts e Happibug.

Para finalizar, o que Tati acha que falta nas blythes para serem perfeitas? “Uma visita da Fada Azul… pra transformá-las em meninas de verdade”.

 

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